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Artigo de Presidente do Conselho é destaque no Diário da Manhã
Terceirização da segurança nos CEMEIs
Conforme registro da imprensa nos últimos dias e acompanhado com certa preocupação por parte dos diversos segmentos da sociedade em razão do recrudescimento das ações de vandalismo nas unidades do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) em Goiânia, entendemos que estes acontecimentos não são culpa da diretoria das escolas nem da guarda municipal, responsável pela segurança nestes locais. O problema começou lá atrás, ainda na gestão passada, quando a Prefeitura de Goiânia resolveu dispensar os serviços de vigilância das empresas privadas e repassar a tarefa à guarda municipal, sem número de agentes necessários e sem estrutura adequada para o desempenho da função.
É óbvio que com 530 homens não é possível cobrir 700 unidades, ainda que essas unidades estejam aparelhadas com sistema de monitoramento eletrônico. Seria necessário, pelo menos, o triplo desse número para poder marcar presença e agilizar o atendimento aos chamados. Não há como atender de forma eficiente uma demanda desse porte com um número tão reduzido de agentes e viaturas, ainda que esse pessoal fosse bem remunerado e pudesse contar com as melhores condições de trabalho, o que não é o caso.
A instalação do sistema de monitoramento eletrônico e o reforço no policiamento, com a contratação de novos guardas, poderiam, sim, inibir um pouco a ação dos ladrões, mas não resolveria a questão como um todo, porque sabemos que a maioria deles age na calada da noite, quando os agentes públicos estão descansando. O melhor caminho - volto a enfatizar - é a terceirização dos serviços de segurança, realizados com eficiência, dedicação e profissionalismo, através de uma empresa idônea de segurança privada.
Sabemos que alguns gestores públicos não convivem bem com a ideia de terceirização de serviços, acham que essa é uma atribuição do Poder Público, que deveria estar preparado para o desempenho eficiente da função. Disse bem, deveria, mas não está. A comunidade exige mais. Exige presença contínua e agilidade nas ações, o que o município não pode oferecer. A vigilância privada, ao contrário do que muitos pensam, consegue reduzir a violência como um todo e ainda defender a vida e a convivência pacífica na comunidade.
Os furtos recentes ocorridos nas unidades do CEMEI do Jardim Guanabara III, Bairro Goiá e Parque Eldorado Oeste, com ações repetidas em várias dessas unidades, deixando centenas de crianças sem aula e sem a merenda escolar, além da destruição de instalações, carece de providências mais enérgicas por parte das autoridades competentes. É hora de repensar a questão da segurança nestes e noutros postos de trabalho, porque a comunidade já dá sinais de impaciência com a situação.
(Lélio Vieira, Presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada, de Transporte de Valores e de Cursos de Formação do Estado de Goiás [Sindesp-GO]).
Artigo publicado no Jornal Diário da Manhã, no dia 05 de outubro de 2011.
É óbvio que com 530 homens não é possível cobrir 700 unidades, ainda que essas unidades estejam aparelhadas com sistema de monitoramento eletrônico. Seria necessário, pelo menos, o triplo desse número para poder marcar presença e agilizar o atendimento aos chamados. Não há como atender de forma eficiente uma demanda desse porte com um número tão reduzido de agentes e viaturas, ainda que esse pessoal fosse bem remunerado e pudesse contar com as melhores condições de trabalho, o que não é o caso.
A instalação do sistema de monitoramento eletrônico e o reforço no policiamento, com a contratação de novos guardas, poderiam, sim, inibir um pouco a ação dos ladrões, mas não resolveria a questão como um todo, porque sabemos que a maioria deles age na calada da noite, quando os agentes públicos estão descansando. O melhor caminho - volto a enfatizar - é a terceirização dos serviços de segurança, realizados com eficiência, dedicação e profissionalismo, através de uma empresa idônea de segurança privada.
Sabemos que alguns gestores públicos não convivem bem com a ideia de terceirização de serviços, acham que essa é uma atribuição do Poder Público, que deveria estar preparado para o desempenho eficiente da função. Disse bem, deveria, mas não está. A comunidade exige mais. Exige presença contínua e agilidade nas ações, o que o município não pode oferecer. A vigilância privada, ao contrário do que muitos pensam, consegue reduzir a violência como um todo e ainda defender a vida e a convivência pacífica na comunidade.
Os furtos recentes ocorridos nas unidades do CEMEI do Jardim Guanabara III, Bairro Goiá e Parque Eldorado Oeste, com ações repetidas em várias dessas unidades, deixando centenas de crianças sem aula e sem a merenda escolar, além da destruição de instalações, carece de providências mais enérgicas por parte das autoridades competentes. É hora de repensar a questão da segurança nestes e noutros postos de trabalho, porque a comunidade já dá sinais de impaciência com a situação.
(Lélio Vieira, Presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada, de Transporte de Valores e de Cursos de Formação do Estado de Goiás [Sindesp-GO]).
Artigo publicado no Jornal Diário da Manhã, no dia 05 de outubro de 2011.




